De volta à Metrópole
Com a "Revolução de Abril", retorna a Lisboa, trazendo na alma o calor de África.
A experiência profissional de Fernando Amaro Monteiro no sector público
Depois de ter ingressado em Lisboa no Quadro Geral de Adidos, concorreu ao Instituto de Alta Cultura e, logo em 1975, foi nomeado Leitor de Português e Professor de Cultura Portuguesa em França, na Universidade de Toulouse le-Mirail.
No final do ano lectivo de 1975/1976 regressou a Portugal, entrando em regime de destacamento na Divisão de Informações do Estado Maior General das Forças Armadas, onde, até 1979, foi o único civil a chefiar uma importante secção de análise, na categoria de Técnico Superior Principal. O desempenho destas funções granjeou-lhe um Louvor pelo General Adjunto para o Departamento de Informações Militares, em Ordem de Serviço nº 7, de 15 de Fevereiro de 1980, ao EMGFA.
Em 1979 integrou o Gabinete do Secretário de Estado da Ciência, que o louvaria em “Diário da República” nº 41, IIª Série, de 18 de Fevereiro de 1980.
Década de 80
Em 1980 é integrado na Função Pública no momento em que passa a prestar serviço como Técnico Superior Principal da Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica (JNICT), sendo promovido pouco depois a Assessor, atingindo assim o topo da carreira técnica superior. É nomeado, em comissão, Secretário da JNICT, equiparado a Director de Serviços.
De seguida, transita para o quadro da Biblioteca Nacional, mantendo-se em comissão como Secretário da JNICT até 1982.
De 1982 a 1987, não obstante manter o vínculo de Assessor da Biblioteca Nacional, desempenhou as funções de Chefe do Gabinete do Ministro da Educação, Director dos Serviços de Educação e Cultura de Macau, Subdirector Geral da Integração Administrativa, e Assessor para as Relações Exteriores do Instituto de Investigação Científica Tropical.
Em 1987 requereu a aposentação da Função Pública, ao abrigo da Lei Orçamental de 1986.
A experiência profissional de Fernando Amaro Monteiro no sector privado
A década de 1970
De 1976 a 1979 foi um dos fundadores da Universidade Livre e Director-Vogal da respectiva Cooperativa encarregue da ligação com o Conselho Pedagógico e Científico da Universidade.
Foi igualmente Vogal do Conselho Fiscal da Fundação D. Manuel II, por designação de S.A.R. o Duque de Bragança.
A década de 1980
No início desta década, desempenhou os cargos de Professor Auxiliar de “Estudos Islâmicos” na Universidade Livre, Regente de dois Cursos Livres sobre a “Perspectiva do Islão no Mundo Contemporâneo” na Universidade Internacional e, na mesma Universidade, Regente de um Curso sobre a “Perspectiva do Homem Muçulmano”.
De 1987 a 1992 foi Investigador Convidado do Centro de Estudos Africanos na Universidade Portucalense Infante Dom Henrique.
Aí, assessorou o Prof. Doutor Joaquim da Silva Cunha (ex-Ministro do Ultramar e ex-Ministro da Defesa do antigo regime) na direcção da revista “Africana” até 2000.
Em 1989, obteve a equivalência do “Doctorat d´Université” francês ao grau de Mestre em Estudos Africanos pela Universidade Técnica de Lisboa, ficando assim em condições de poder candidatar-se ao Doutoramento em Portugal.
A década de 1990
De 1990/1991 a 1993/1994 foi Professor de “Estudos Islâmicos” (opção anual do 3º ano da Licenciatura em História na Universidade Portucalense, sob direcção do Prof. Doutor Humberto Baquero Moreno).
Na mesma Universidade, foi Professor de “Teoria das Organizações Internacionais” no Mestrado em Relações Internacionais (dirigido pelo Prof. Doutor Joaquim da Silva Cunha), entre 1990/1991 e 1999/2000.
Em 9 de Junho de 1992, no ISCSP da Universidade Técnica de Lisboa, doutorou-se com “Distinção", por Unanimidade, em Relações Internacionais, com a tese “O Islão, o Poder e a Guerra (Moçambique 1964-1974)”.
Entre 1992 e 2000, na Universidade Portucalense foi Coordenador de Investigação no Centro de Estudos Africanos e Orientais, e equiparado a Professor Catedrático no Mestrado em Relações Internacionais.
De 1987/1988 a 1999/2000, no âmbito do Centro de Estudos Africanos e Orientais fomentou a realização de 14 Cursos de Extensão Universitária, tendo sido único prelector em 10 deles. De salientar que dois destes cursos tiveram lugar em Cabo Verde. No total, foram frequentados por mais de 300 auditores.
Entre 1992/1993 e 1998/1999, leccionou no Instituto Superior de Novas Profissões (Lisboa) Seminários de “Organizações Internacionais”, bem como as cadeiras de “Cultura Comparada” e de “História das Religiões”. No ano 1994/1995 regeu como Professor equiparado a Catedrático, na Universidade Lusíada (Lisboa e Porto), “O Mundo Islâmico nas Relações Internacionais”, cadeira do 3º ano da Licenciatura em Relações Internacionais.
A aposentadoria do Ensino Superior Particular chegou em 2000, aos 65 anos de idade e com 14 de serviço no Ensino em referência.
Contudo, a biografia do Professor Amaro Monteiro não termina aqui, já que se manteve na vida activa como investigador, contista e conferencista.
Entre 1978 e 2014, o Professor Amaro Monteiro, na qualidade de conferencista, teve mais de 90 intervenções sobre temas de Relações Internacionais e História em Universidades públicas e privadas, em Institutos Superiores Militares, em extensões NATO, no Instituto da Defesa Nacional, etc. Foi igualmente Orientador e Arguente de bastantes dissertações de Doutoramento e Mestrado, bem como Vogal de uma série de Júris.